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Lucas Longhi: O que um perfeccionista no ecossistema de startups tem a nos ensinar

Com uma aceleradora e três startups, empreendedor valoriza propósito de promover mudanças e tenta equilibrar perfeccionismo com testes e erros de produtos inovadores.

Um perfeccionista em meio ao ecossistema de startups: lançar um produto com o mínimo valor viável e testar antes de encontrar a melhor versão.

Tem sido um aprendizado para Lucas Longhi, sócio-fundador da startup Metlycs, da aceleradora L4U e de outras duas startups em fase de desenvolvimento que você vai conhecer no decorrer desse papo.

Nesse conflito, fazer o que gosta e mergulhar na inovação é fator valioso para o empreendedor que quer provocar mudanças, requisito que ele considera fundamental para qualquer pessoa que vai empreender.

Pra ser um empreendedor feliz a primeira característica é querer fazer uma mudança, seja no mundo ou no seu bairro, é isso que nos move.

A inspiração em provocar mudança ele herdou do pai, que sempre mostrou a ele a importância de empreender. “O segundo motivo foi que, quando decidi, aos 22 anos, sabia que se fosse para errar era um momento de baixo risco”, relata sobre o privilégio que ele decidiu usar a seu favor.

Foi assim que ao sair da faculdade de publicidade e propaganda na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) ele embarcou na primeira sociedade com um ex-colega.

A missão?

Utilizar a bagagem conquistada nos quatro anos do curso, quando ele trabalhou em uma agência digital – e foi de analista a gerente de e-commerce – para aplicar os conhecimentos no projeto junto com o sócio.

Precisando de ajuda para inovar nos negócios?

A empreitada, no entanto, durou somente um ano.

Quando pediu demissão do antigo trabalho, havia decidido empreender em uma área reguladora de agências e observava muitos aspectos de agência digital que pecavam e, por isso, começou a pesquisar mais profundamente sobre isso e deixou a sociedade.

Foi assim que ele deu início a L4U, que em 2015 nasceu como agência, mas que já alcançou maturidade de aceleradora e mantém quatro projetos. Sendo a Metlycs o primeiro a sair da tutela de Lucas para começar a modificar o mundo – ao menos, de automação de marketing digital.

A startup tem o objetivo de precificar de maneira mais justa a automação de marketing. O que você precisa saber é que após três anos em desenvolvimento, o lançamento comercial ocorreu apenas em 2018, com uma valiosa lição para o startupeiro.

É difícil para os perfeccionistas lerem isso, mas a questão de testar rápido, errar rápido e consertar rápido é importante. Por isso, é preciso encontrar um equilíbrio, e eu estou colocando em prática nos próximos projetos para que eles não fiquem três anos em desenvolvimento antes de lançar uma primeira versão comercial.

E não é só fala.

O perfeccionismo pesou na balança e uma mudança já está sendo colocada em prática no projeto Empresas do Bem, um hub para conectar empresas ao terceiro setor e facilitar o apoio às causas. A startup está na fase de MVP (Mínimo Produto Viável), e o time já iniciou o cadastro de projetos sociais e ONGs para depois cadastrar as empresas.

Tudo isso em fase de teste.

No primeiro momento nós estamos enfrentando o pé atrás do terceiro setor. As ONGs têm receio de serem apoiadas por empresas que elas não concordam com as políticas da instituição, então parte do processo é fazer essa curadoria.

Ponto, mais uma vez, para a fase de testes.

Na lista de projetos em desenvolvimento dentro da L4U, a última é a IOXTREAM, com foco no público gamer e objetivo de ajudar os streamers a conseguirem se relacionar com seus views.

Por opção, a aceleradora ainda não aceitou projetos externos e busca agora desenvolver uma tração bem clara para buscar investimento interno, deixando a vontade de avaliar pitches e acelerar outros projetos para o futuro.

Conheça aqui as aceleradoras de startups mais desejadas do mundo!

Cultura da empresa e a busca de Lucas Longhi pelo feat profissional ideal

Nesses cinco anos Lucas definiu bem sua forma de gestão, com um posicionamento comum entre as startups, mas que representa uma dispensa de grande energia para empresas antigas que buscam reestruturar a organização para se manterem atuais.

“Nossa tendência é buscar perfis e comportamentos que casem com a cultura da empresa. Aqui a parte técnica é mais fácil de ensinar a um profissional, mas moldar um colaborador de acordo com a nossa cultura é muito mais difícil”. As contratações, em outra época, já representaram uma dificuldade no processo. 

Por isso, hoje elas são fator primordial para manter uma realidade que ele considera uma das principais vantagens em ser empreendedor.

Ver seu time feliz, em um ambiente em que todo mundo seja respeitado e amparado, e saber que você proporcionou esse vínculo é muito gratificante.

A postura faz harmonia com a visão que ele adotou para a carreira, de que os empreendedores não devem criar empresas para vender, mas para prosperar. Reflexão que ele empresta do bilionário Jorge Paulo Lemann, empresário que Lucas Longhi tem como referência e fonte de inspiração.

“A busca pela mudança tem que ser muito valorizada. Sempre que a gente olha para os empreendedores a gente esquece de todo mundo que tentou e não conseguiu, e essas pessoas são a maioria”.

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Autor

Jornalista com um pézinho na publicidade e que acredita na comunicação responsável. Gosto das ações que provocam mudanças o mesmo tanto que gosto de bichos.